domingo, 16 de agosto de 2009

Parabéns, Teresina

Teresina, hoje, amanheceu em festa, são 157 anos de existência como capital. Foi fundada em 1822, para ser a capital do Piauí. Foi uma cidade planejada pelo conselheiro José Antonio Saraiva (ruas e avenidas em linhas paralelas, simetricamente dispostas), que efetivou a transferência da capital. De Oeiras para Teresina. A mudança aconteceu no ano de 1852.

O nome Teresina veio da imperatriz do Brasil Teresa Cristina Maria de Bourbon. Conta-se a lenda que foi ela a intermediadora, junto ao imperador, para esta mudança de sede.

É a única capital dos estados do Nordeste que não está localizada no Oceano Atlântico. O que não a deixa menos atraente, pois se destaca no setor de eventos, congressos, indústria têxtil e centro médico. Cultura aqui é abundante, as pessoas ainda conversam nas calçadas de suas casas. Ainda se cumprimentam os transeuntes nas ruas, com o delicioso bom dia.

O artesanato da cidade está localizado nos inúmeros bairros, com a centralização comercial na Central de Artesanato Mestre Dezinho, localizado na Praça Pedro II, a P2, pontos turísticos no centro de Teresina.

As bandas de rock, grupos musicais, recriam as influências, os ritmos. Ouvir The Beatles com sotaque nosso é uma delícia na memória. O Ensaio Vocal, formado por jovens ainda no tempo de Universidade Federal do Piauí. Como é bom!

Hoje, temos Radiofônicos, Validuaté, Narguile. E muito mais, pois me vieram poucos nomes à memória.

Como é bom viver nesta Cidade Verde, poetizada pelo meu conterrâneo Coelho Neto, mesmo ela não estando tão verde assim. Só "nos teus olhos de Menina".

Não espere frescura nesta gente, aqui tem muito calor, o ano inteiro. Seja no sol, no alto do céu, seja no sorriso, no alto da receptividade destas pessoas.

A foto acima é de um grande fotógrafo, Benonias Cardoso. A imagem é do por-do-sol na Ponte Metálica, sob o Rio Parnaíba, ligando Teresina à cidade maranhense de Timon.

sábado, 15 de agosto de 2009

Perigo no caminho da escola

Até quando vamos suportar ver nossos jovens serem assaltados, com arma em punho, antes e depois da escola?

Rapazes e moças, crianças, até, são vítimas diárias de assaltantes que os abordam com facas, revólveres, em pleno caminho da escola, o local para onde vão aprender algo. E onde está o policiamento? Não tem.

Vários ataques foram registrados no 1º DP, todos viraram estatística. E vão continuar virando até quando?

Devemos conversar com quem? Com o secretário de Segurança? O governador?

Enquanto isso, as estatísticas crescem e o trauma nestes jovens também.

Mães, pais, vamos nos unir para ajudar nossos filhos seguirem para as escolas sem medo do meio do caminho. Na próxima reunião de pais e mestres, vamos colocar isso em pauta.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O retorno a Teresina

Desta vez nada de atoleiro. Seguimos pela mesma BR, a 135, estrada boa. Depois de sair de Colônia do Gurguéia a caminho de Eliseu Martins, creio que depois de Eliseu para Canto do Buriti, a estrada vira um verdadeiro rali, o asfalto foi danificado pela força das chuvas (acho que choveu canivete, meteoros). Uma dança de cobras para desviar dos buracos. E a noite chegando, poeira comendo por cima.

Chegamos a Canto do Buriti, um alívio e água gelada para descer o pó goela a dentro. Estava quase loira de novo, mas não atolamos.

Já não dava mais para ver a paisagem, a concentração estava voltada de novo para a estrada e para a onça.

Chegamos em Floriano, todos bem e com fome. Uma paradinha para filar merenda na casa do Amarelinho, o multimídia da região, pai de um colega nosso que eu nunca acerto escrever o nome dele. Pois bem, pai do Azulzinho.

Saído de lá, próxima parada Água Branca.

Desta vez eu não resisti muito, dormi na estrada. Foram aquelas pescadinhas tipicamente nossa. Mesmo que eu me esforçasse a fazer companhia ao motorista, não consegui tanto, devo essa a ele.

Demos adeus a Água Branca e seguimos para Teresina, onde não vi a viagem. Acordei quando estávamos chegando. E isso já eram 2h30.

Na cabeça a sensação de que voltar para casa já não era mais festejado. Será que foi a água bebida em Gilbués? Ou foi a de Bom Jesus?

Não poderia deixar de publicar esta foto. Feita por mim. O mais novo entrevistador. Pessoa. O faz um bocado de coisa. Neste momento, apenas segurava o gravador para o jornalista. Um cara legal. Sempre de bom astral.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A caminho de Gilbués

Mais uma rodada de viagem pelo interior do Piauí. Desta vez seria para um lugar bem longe, põe longe nisso: quase mil quilômetros de distância de Teresina.

Desta vez, eu iria num carro onde eu poderia escolher o roteiro musical. Porém o carro morre na porta da minha casa, affff. Fomos trocar o belo por um Pálio 1.alguma coisa e sem som. O jeito foi recorrer ao mp3, pois cantar não estava nos meus planos, queria chegar viva no destino.

Passamos por vários municípios, várias estradas já minhas conhecidas. Depois de Floriano a coisa muda, pois dali em diante era novidade. Portanto, sem essa de dormir, queria ver tudo, paisagem, animais: olha a onça! Essa, uma outra história.

A esta altura eu me confiava nas placas para saber aonde eu estava. Depois de Bertolínia (se é que era esta a cidade, as placas podem não falhar, mas a memória pode esquecer alguns detalhes), na estrada que vai para Colônia do Gurguéia, nos atolamos num areal, chamam aquilo de puaca, o pó fino da areia. Se aquilo entra nos pulmões é HGV na certa.

Descemos do carro para desatolar e seguir viagem. Fomos à cata de pedras, paus, o que desse para nos tirar dali. Não sei quanto tempo ficamos e percebemos que não fomos os únicos a se lascar ali. Carro pequeno se atola mesmo!

O carro de nossa outra equipe chega para ajudar, uma grata ajuda. Tentamos rebocar o Pálio, mas não encontramos onde colocar a corda. O jeito foi continuar com as pedras e retirar a areia dos pneus e de debaixo do carro. Não satisfeitos e com força suficiente, resolvemos erguer o carro no muque, até eu entrei no rolo (fui expulsa na segunda tentativa).

A estrada em questão está em fase de recuperação. Têm máquinas e homens trabalho ao longo dela. Isso nos dá mais conforto e esperança. Vou querer passar por ela quando estiver pronta, a estrada, pois quanto a mim, é só preparar a mala e seguir.

Chegamos a Colônia do Gurguéia, cansados, famintos, porém com senso de humor impecável, mangamos de tudo, até do meu cabelo que ficou loiro. Pensa num jantar gostoso!

Seguimos viagem, desta vez numa estada tapete.

Passamos por Cristino Castro, terra da minha amiga Jô (desculpa o sumiço, minha linda) e dos poços jorrantes. Que deveriam ser canalizados para as residências, para as plantações, evitando o desperdício de tanta água pura, limpa e deliciosa (mas o que sei sobre a realidade da região?!!!).

Horas depois chegamos a Bom Jesus, terra do meu amigo Fábio Novo. Gostei da cidade, ao menos o pouco que vi. Era meia-noite, não dava para ver muita coisa e nem estava ali para turismo. Ali, dormimos por 4 horas, pois tínhamos que seguir viagem e faltavam uns 150km.

Na estrada, o sol da manhã, a brisa, a paisagem. Chegamos a Gilbués, nosso destino, cidade pequena, porém aconchegante (passou até na minha cabeça a vontade de trocar Teresina por aquelas cidades no Sul do Estado). Eita Piauí gostoso de viver.

Realizado nosso trabalho, almoçados todos, retornamos para casa.

O retorno conto depois, pois não vou cansar os olhos de ninguém. Fotos? Não tirei, queria economizar a bateria da câmera para o evento e era a primeira vez que eu pegava aquela máquina. Só afirmo que tem várias serras ao longo do percurso, uma viagem perfeita para quem gosta da natureza.

domingo, 9 de agosto de 2009

SL para leigos

Esta imagem eu não deixaria de fora. Euzinha de Jesus com dois colegas de informática: TD e o Messias, persona mais recente na minha vida profissional.

O pezinho, charmoso, foi o apoio para o equilíbrio, quase eu despencava diante de tamanhas sumidades na informática. Um deles sumiu mesmo.

O evento foi legal, disse-nos o que já sabíamos sobre o Software Livre. O que me interessa é o que apresentar ao usuário final, são as facilidades que este usuário, que não possui tantos conhecimentos de informática, possa ter. Como estas criaturas podem editar seus textos, suas imagens, dentre outras atividades que são peculiares para cada um.

Como fazer isso? Como fazer com que o usuário final utilize os serviços do software livre? Apresentando a eles, utilizando os serviços. Ivan Pavlov diz, na Psicologia, só se aprende a fazer, fazendo. E este usuário só deixará de temer, se passar a explorar, a usar esta ferramenta. Minha dica é: que o SL saia das salas dos desenvolvedores e passe a conviver com o usuário final.

A foto foi tirada por outro ser da tecnologia da informação do Governo do Piauí: Richardson Santos